Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

Política
Publicada em 08/08/18 às 14:38h
“Meu desafio maior é trazer todo e qualquer recurso para a cidade de São Bernardo”, diz pré-candidato Marcelo Lima

Maik Uchôa


 (Foto: Divulgação)

Pai, vice-prefeito da cidade de São Bernardo do Campo pelo PSD e agora candidato a deputado federal, Marcelo Lima conta com exclusividade ao Jornal Divulgação Exata pontos importantes de sua vida até chegar na política e o que vai levar de positivo da experiência como vereador durante dois mandatos para a ocupar a vaga na Câmara dos Deputados representando a cidade do ABC.


DE: Qual a ligação de sua trajetória de vida com a carreira na política? E por que?


Eu tive o prazer de começar minha carreira em São Bernardo do Campo, no bairro Alvarenga. Aos onze anos comecei a trabalhar no ramo de distribuidora de bebida, com meus pais. Tivemos oportunidade de construir bons comércios, e com isso eu tive oportunidade de conhecer as periferias da cidade durante as entregas que fazíamos.  Eu me lembro de ter feito uma entrega no Vila Carminha, me recordo das crianças brincando no esgoto, rua sem asfalto, entre outras coisas.  Aquilo ficou guardado na minha cabeça. Em 2007, eu tive a oportunidade de ser candidato a vereador, e isso foi bom, porque me fez ter chance de ajudar as pessoas. Mudar a vida delas.  Ganhei a eleição em 2008, fiz um mandato até 2012, mesmo ano que eu pude me reeleger e ver o resultado por meio das pessoas que estavam gostando do meu trabalho. Você se sente aprovado pela população, dá um voto de confiança.  Em 2014 sai candidato a deputado estadual. Tive oportunidade também de ser vice-prefeito ao governo do Orlando Morando, ganhamos com a bandeira de esperança da população. Assumi a pasta de serviços urbanos em janeiro de 2017. Fiquei por um ano e quatro meses, com problemas públicos, foi uma outra faculdade com aprendizado e soluções. Fizemos programas como Praça-Parque, redução do contrato da limpeza urbana, esses que foram muito importantes. Hoje fico muito feliz em ver o governo sem dívidas, e obras retomadas, a prefeitura em dia com tudo. 


DE: Você foi eleito duas vezes vereador da cidade de São Bernardo, quais foram suas principais atitudes e melhorias no cargo do legislativo municipal?


O maior papel do vereador é fiscalizar. Nós fiscalizamos muito o governo do Marinho, até por sermos oposição, nós éramos até minorias. Nós fizemos uma atuação de fiscalização, por exemplo, no museu do PT, merenda escolar, nós fizemos isso de forma dura. Ser oposição é minoria, o máximo que você pode fazer é denunciar, pedir ajuda ao Ministério Público, ao poder judiciário. Nós denunciamos muito. O maior fruto disso é dar atendimento as pessoas, porque você não encontra um deputado na rua a todo momento, é difícil. A câmara municipal é ressonância para os problemas.  Tudo passa por ela.  Porque o vereador é eleito por uma fatia da população, principalmente a parte mais carente que usa o serviço público, foi desta forma que eu acredito que tive reeleição ao cargo.


DE: Você diz se importar com a questão do aspecto social e atendimento à população, por exemplo, em sua época de comerciante, quando viveu de perto crianças brincando em esgoto. Após conseguir o cargo no legislativo, você impôs soluções a esses problemas?


O vereador não pode propor um projeto que gera custo ao poder executivo, mas ele tem o papel fundamental por meio da ferramenta chamada indicação. Essa que pode ser falado ao prefeito o que ele pode fazer. Indicamos muitas obras e urbanizações.  Na Lei Orçamentária que o vereador aprova todo ano para o ano seguinte, nós fizemos os remanejamentos das verbas. No governo do Marinho, por exemplo, fizemos algumas mudanças remanejando verbas da comunicação para infraestrutura e saneamento básico.


DE: Com anos de experiências como vereador, o que o candidato Marcelo Lima vai levar de positivo da câmara municipal para a câmara federal?


O vereador te dá o Norte de como funciona o parlamento. Lá em Brasília são 513 deputados no assento federal. A experiência que eu tenho é do bom diálogo, a boa articulação, porque ninguém aprova o projeto de lei sozinho. Tanto é que aqui com 21, você tem problemas, com 28 você também tem.  São muitas cabeças pensantes.  E nem sempre pensam igual. Essa parte de dialogar com seu colega de trabalho para poder fazer uma boa defesa ao seu projeto, uma boa proposta, é o que eu quero levar para Brasília.  Lá são muitas pessoas também. Meu desafio maior é trazer todo e qualquer recurso para a cidade de São Bernardo.


DE: O que São Bernardo e o Grande ABC ganha direto de Brasília? Quais emendas e recursos?


Eu quero trazer recurso para a saúde, educação, poder trazer novos investimentos na área de infraestrutura.  Só um deputado federal tem mais de R$12 milhões de emendas parlamentares por ano.  Você vai ficar batendo na porta do ministro da saúde e pedir uma nova máquina para ressonância para a cidade, ou para as obras no ministério das cidades. Nós vamos lutar para que parte do orçamento venha se concretizar em São Bernardo do Campo.


DE: Por que a escolha para candidato a deputado federal e não ao cargo de estadual?


Uma que o prefeito Orlando Morando deixou uma vaga de deputado estadual para ocupar o executivo. Deixamos a cadeira vaga. O ABC e São Bernardo do Campo perde representatividade na assembleia legislativa, mas isso a Carla poderá ocupar. A decisão foi de diálogo e por meio de pesquisas de nome mais viável para os dois tipos de cargos nas duas câmaras. Fui convocado e estou preparado para representar o ABC e São Bernardo.


DE: Há prioridades também nas emendas voltadas ao Consórcio Intermunicipal Grande ABC?


De imediato, a região do Grande ABC precisa é travar um debate no Consórcio que possamos trazer o governo federal para dentro dele, representatividade e acompanhamento. Você vai falar do metro, de obras de mobilidade, isso é intermunicipal. Olhar quais são os problemas do metro para que ele possa sair. Com isso ainda podemos trazer mais empregos e desenvolvimento para a população das sete cidades. É dessa forma que pretendemos trabalhar.


DE: O que você e a sua companheira de dobrada, Carla Morando, já conversaram?


Vamos levantar uma bandeira de ajudar a cidade por falta de representatividade.  Se São Bernardo tem representatividade no nome, mas não tem nas atitudes, nós vamos mudar com essa nova política. Transformar esses recursos que tem em Brasília em obras na cidade, geração de novos empregos, cursos profissionalizantes, para que efetivamente possamos ser um braço do ABC para a Brasília e a Carla de São Paulo para o ABC.


DE: Você enfrentará candidatos ao mesmo cargo dentro do ABC, entre eles, Fábio Palácio com força, em São Caetano do Sul, e de Alex Manente em, São Bernardo do Campo, que buscará a reeleição. Como está sua preparação para isso?


Eu não vejo o Fábio como concorrente. Ele é um amigo, carinho especial por ele, terá sucesso. Acredito que as pessoas não estão felizes com a representatividade que tem na câmara federal.  Pelo menos 98% das pessoas acham que a câmara federal não tem nenhuma mudança na vida delas. Então essa é a bandeira que eu vou levar para a vida também. Eu quero tentar fazer com que as pessoas olhem para o nosso nome como uma forma de falar: o Marcelo e a Carla vão nos representar.


DE: Você acredita que está claro para os eleitores entenderem a diferença entre os cargos e funções no legislativo? As pessoas ainda estão confusas? Há alternativas para amenizar isso durante sua candidatura?


O problema é esse. As pessoas não têm muito esse conhecimento até porque elas estão desanimadas com a política.  Eles não se interessam por conta da corrupção que elas veem. Nós vamos fazer duas campanhas. A primeira é fazer uma reflexão com as pessoas sobre o que um deputado faz e o que eu irei fazer nessa função.  E a segunda é pedir o apoio a sua campanha.


DE: O que você pensa e aponta com relação à reforma política, inclusive em destaque a questão do voto distrital?


Eu vou querer fazer uma discussão sobre uma reforma política. Não adianta falar que não. Não dá para fazer uma campanha eleitoral em 45 dias. Como você leva sua mensagem e conhece as pessoas. Esquecendo a parte da rede social que nem todo mundo tem. Período muito curto.


DE: No slogan da campanha que você fez com o prefeito Orlando Morando, vocês citavam com ênfase o “trabalho”. Isso você levará para a Câmara dos Deputados também? De que forma pretende evoluir o ABC nesse aspecto?


Sim. A partir do momento que voltamos a pôr as obras a todo o vapor nas ruas, geraremos empregos. São mais de seis mil trabalhadores na área da construção civil em obras da cidade. Você leva recurso para o município e a roda gira.  O cidadão quando está trabalhando, ele paga os impostos, o povo brasileiro paga as contas em dia, ele também irá pagar IPTU, ou seja, município ganha com isso, na hora que ele vai ao mercado ele compra mais também. Então se você aplica dinheiro no município, ele gera mais oportunidades também. Se o governo vai bem, a cidade vai bem.


DE: Qual é a dificuldade que você calcula ao concorrer ao cargo?


A maior é conscientizar as pessoas que devem ir nas urnas e votar. Porque a população não está querendo participar da política.  Fazer com que eles entendam a importância de ter um deputado federal e estadual instalado na cidade. Trazer benefícios para a cidade e a roda gigante girar.


DE: E caso não seja eleito?


Voltarei para São Bernardo e ficarei aqui, mas eu tenho convicção de que chegaremos no dia 07 de outubro com uma grande vitória que não é a minha, mas a vitória de São Bernardo do Campo e do Grande ABC.





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