Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

Política
Publicada em 07/08/18 às 18:20h
“Parece que é uma missão, eu não podia mais fugir”, diz Carla Morando sobre pré-candidatura

Julio Cezar Green


 (Foto: Divulgação)

Mãe, empresária, primeira-dama e agora tentará ser deputada estadual. Essa é Carla Morando, 44. Em entrevista ao Jornal Divulgação Exata, ela fala sobre a vida, política, projetos que pretende trazer para a região do ABC caso seja eleita para a Câmara dos Deputados de São Paulo.

 

Jornal Divulgação Exata (DE): Como foi a decisão de ser pré-candidata a deputada estadual?

Carla Morando (CM): Foi uma decisão difícil, eu não tinha nenhuma pretensão de ser candidata. Não queria, mas acabou sendo um chamado. Muita gente me pediu isso, algumas entidades que eu ajudei falavam que eu deveria ir para lá (Câmara), assim poderia dar mais condições a eles. Na verdade eu estou levando isso como um chamado, só aceitei depois muita conversa na minha casa, com meus filhos e minha família. Mas no final foi uma decisão somente minha.

 

DE: Antes de entrar para o Fundo de Solidariedade, a senhora já tinha atuado na política?

CM: Nunca tinha feito nada na política antes de conhecer Orlando, eu era totalmente alheia na política. Já havia trabalhado com o Orlando em épocas de eleições. Foi somente quando assumi o Fundo Social, antes não tive nenhum envolvimento.

 

DE: O que a senhora poderia destacar o Fundo de Solidariedade de São Bernardo?

CM: Foi uma experiência maravilhosa, gostei muito de fazer. Fiquei triste na hora que tive que sair por conta desse momento político, então foi bem complicado. Mas foi um período muito gostoso onde eu me realiza vendo como ajudávamos as outras pessoas, é uma realização muito grande.

 

DE: Quais foram as ações realizadas?

CM: Fizemos a Campanha do Agasalho, com mais de 37 mil roupas arrecadadas; A Campanha do Brinquedo, onde exisitu uma parceria entre escola privada e entidades e atendemos 3,3 mil crianças; O programa Adote Uma Entidade, que faz uma parceria entre a iniciativa privada e uma entidade. Na época do fundo eu fazia a ponte para unir a esses dois lados.

 

DE: Como era feita a escolha das entidades?

CM: Marcávamos uma reunião com as empresas para apresentar os projetos e lá ficava uma lista de todas as entidades cadastradas do município. Caso a empresa participasse, ela decidia qual entidade adotar, de criança, de idoso, enfim. Ai nós fazíamos o contato com a entidade escolhida pela empresa para assinar a parceria.

 

DE: A senhora deixou totalmente o Fundo Social?

CM: Eu tive que sair mesmo! Não podia mais ficar lá, até por conta da política. Mas o fundo continua com a Greice Picollo que é a presidente que sumiu o meu lugar e continuou com o projeto.

 

DE: Como era seu trabalho na saúde?

O meu primeiro contato em São Bernardo foi com a fisioterapia, eu fui trabalhar no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM). Acabei me aperfeiçoando e fazendo alguns cursos de formação na área que atende as mulheres mastectomizadas. Com isso, eu e mais duas amigas terapeutas que trabalhávamos juntas desenvolvemos uma cartilha para mulheres pós-mastectomizadas. Nessa cartilha elas recebiam todas as orientações do que podia e o que não podia fazer quando realizavam a cirurgia.

Todas as mulheres com diagnóstico do câncer de mama iam para o CAISM. E assim que tinham o diagnóstico já recebiam essa cartilha. O projeto durou aproximadamente dois anos, mas se alguém tiver interesse em dar continuidade hoje, eu acho muito útil. O que for para melhorar a qualidade de vida das pessoas que passam por esse momento difícil deve ser feito.


DE: E como é a vida de empresária?

CM: Quando eu tive meu primeiro filho, acabei me afastando do Mário Covas, onde também trabalhava. Fiquei dois anos parada entre esse período do Orlandinho e da Antonella (seus filhos). Aí voltei para uma atividade completamente diferente, para dar mais atenção a eles e estou até hoje.

 

DE: Como vai dividir a vida de mãe, empresária, primeira-dama de SBC e caso eleita de deputada?

CM: Eu tenho funcionários para as lojas que estão comigo há bastante tempo e são de minha confiança, irão tocar muito bem o negócio. Ali vou fazer uma supervisão à distância. Já as crianças ficam em período integral na escola e durante o dia todo então é tranquilo. Dá para levar com a política!

 

DE: Qual o desafio de ser logo deputada na primeira pré-candidatura?

CM: Eu na verdade fiquei assustada no começo, mas eu tenho uma escola muito boa em casa, no que eu precisar de dúvidas o Orlando Morando com sua experiência de sobra, me ajudará. Foram quatro mandatos dele, é natural que alguns votos venha para mim.

 

DE: O Orlando teve mais de 230 mil votos. O que é isso te ajuda?

CM: É claro que eu não pretendo ter o tanto de voto que ele tem, eu estou no começo, ele tem 20 anos de política. Mas estou acreditando nas pessoas, no grupo que temos. Dória (candidato ao governo de São Paulo), Alckmin (candidato à presidência do Brasil) e Bruno Covas (prefeito de São Paulo), que são pessoas de muito peso me apoiam. O Paulo Serra em Santo André, o Kiko em Ribeirão Pires, o Fábio Palácio em São Caetano em nosso grupo ajudam.

 

DE: Quais são seus os projetos para região?

O fortalecimento das entidades, do terceiro setor é uma dessas bandeiras. Vou lutar para trazer uma Assistência Médica Especializada (AME) para São Bernardo, uma rede Lucy Montoro, rede Hebe Camargo. Coisas do Estado para atender o povo. Vou brigar para trazer a linha 18-bronze do Metrô, que é um projeto do Orlando e já está assinado, mas só não avançou por falta de recursos federais e estaduais. A modernização da CPTM que há muito tempo é a mesma coisa na região e ter uma estação nova na Pirelli. Existe uma demanda para ter a saída no Rodoanel em Ribeirão Pires e eu vou brigar por isso. E por todas as demandas do Kiko, do Paulo Serra, do Orlando, enfim, das cidades, independente do governo.

 

DE:Existe algum projeto voltado para mulher?

CM: A rede Hebe Camargo é muito importante. A lei Mulheres De Peito que garante a mamografia durante o ano todo. Quero renovar essa lei do Orlando, estipular um prazo mais curto de 30 dias entre o diagnóstico e o tratamento.

 

DE: A senhora antes dizia que não entraria na política, o que te fez mudar de ideia?

CM: É por isso que foi tão difícil, eu não queria nenhum tipo de envolvimento, até porque o Orlando já tá na política, ele trabalha 24 horas por dia, ele respira isso e gosta. Eu admiro porque ele tá sempre pensando em alguma coisa, mas ele acaba trabalhando muito e acaba ficando ausente. Eu não queria porque já conhecia a rotina do meu marido. Então, entrar na política eu nem pensava. Mas de novembro pra cá começaram com a ideia de eu sair candidata, naquela época eu dizia não. No entanto, parece que é uma missão eu não podia mais fugir, com tanta gente me pedindo.


DE: O que a Carla acha da política de hoje?

CM: Está horrível, minha visão é igual de todas as pessoas que estão aí, ligamos a TV e todo dia existe um escândalo diferente.  Os governos precisam cuidar mais do dinheiro público, assim como o Orlando trouxe o modelo para São Bernardo, onde não existe carro oficial, gasolina ou celular. Comigo não será diferente. Eu não quero nenhum tipo de mordomia, o povo cansou de pagar uma conta que não é dele e eu também cansei. Na hora de votar as pessoas devem ver se o candidato é ficha limpa. Agora é a hora de mudar, o povo deve entender isso. 




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