Quinta-feira, 19 de Julho de 2018

Política
Publicada em 03/07/18 às 14:24h
Marcelo Bretas condena Eike Batista por envolvimento em esquemas de corrupção com Sérgio Cabral

Matheus Godoy


 (Foto: Lula Marques)

O empresário Eike Batista foi condenado a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, em denúncias da Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato. A ordem foi expedida nesta segunda-feira, pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.


O executivo é acusado de pagar 16,5 milhões (R$52 milhões) de dólares ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Essa propina seria facilitaria em troca de contratos e licitações com o governo estadual. Nessa mesma denúncia, o político foi condenado a 22 anos e oitos meses.


De acordo com o Ministério Público Federal, as empresas do doleiro Renato Chebar e de Eike Batista intermediaram pagamentos ao governador fluminense através de contratos fictícios. Cada parte levava uma quantia da operação fraudulenta, sendo que esse dinheiro era repassado para contas no exterior.


O advogado de defesa do empresário, Fernando Martins, afirmou que o mesmo vai recorrer contra a condenação. Em janeiro do ano passado, Eike já havia sido condenado e ficou foragido por quatro dias nos Estados Unidos. No entanto, conseguiu a prisão domiciliar em abril de 2018, após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.


Nessa operação também foram condenados a ex-primeira dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo; o ex-secretário Wilson Carlos; o parceiro de Sérgio Cabral, Carlos Miranda; e o parceiro de Eike Batista e ex-vice presidente do Flamengo, Flávio Godinho.


Veja todas as condenações:

Eike Batista – 30 anos – corrupção ativa – pagamento de 16,5 milhões de dólares em trocas de vantagens em obras e lavagem de dinheiro.


Sérgio Cabral – 22 anos e 8 meses – corrupção passiva por recebimento de propina, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.


Adriano Ancelmo – 4 anos e 6 meses – corrupção passiva e lavagem de dinheiro em recebimento de propina.


Carlos Miranda – 8 anos e 6 meses – corrupção passiva e lavagem de dinheiro em recebimento de propina.


Flávio Godinho – 22 anos – corrupção ativa e lavagem de dinheiro em intermediação dos pagamentos.




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