Terça-feira, 24 de Abril de 2018

Política
Publicada em 16/04/18 as 18:27h - 73 visualizações
Márcio França anuncia substituição na Secretaria da Saúde

Matheus Godoy


 (Foto: Reprodução)
Na manhã desta segunda-feira, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB) anunciou o desligamento do secretário da saúde David Uip. O médico infectologista estava no comando da pasta desde 2013, sendo indicado pelo antigo chefe de Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), que deixou o cargo no início do mês. 

O novo chefe do executivo estadual já escolheu o substituto: Marco Antonio Zago, ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP). Outras mudanças no secretariado haviam sido anunciadas nas últimas semanas, sendo que mais mudanças podem acontecer nas próximas semanas. 

Em carta, David Uip se manifestou e fez um balanço dos seus quatro anos e sete meses à frente da pasta: 

"Amigos,

minha trajetória profissional tem sido marcada por grandes desafios, que me movem e motivam.

Talvez o principal deles, até aqui, tenha sido comandar ao longo dos últimos quatro anos e sete meses a maior secretaria de Saúde do Brasil.

O Sistema Único de Saúde completa, em 2018, 30 anos desde sua concepção, e é sem dúvida um dos maiores projetos sociais já implantados em todo o mundo.

Foi uma honra servir ao meu Estado e poder ter contribuído para o aprimoramento das políticas públicas de saúde, fortalecimento da assistência e expansão dos serviços de saúde oferecidos à população de nosso estado.

Isso não seria possível sem a participação ativa, incansável e absolutamente comprometida dos servidores, funcionários indiretos, coordenadores, diretores, assessores, parceiros, enfim, de todos aqueles que integram o time da SES-SP em seus diferentes níveis, bem como a imprescindível colaboração dos municípios paulistas.

O SUS é complexo, dinâmico e ainda trilha o caminho de sua efetiva consolidação.

O Estado de São Paulo contribui de forma expressiva para isso, realizando 40% do atendimento de media e alta complexidade, 40% de todos os transplantes de órgãos e mais de 30% das ressonâncias magnéticas e tomografias computadorizadas da rede pública brasileira. Em média, quase três pacientes de outros estados são internados por hora em hospitais do SUS paulista. Por dia são 10,7 mil atendimentos ambulatoriais para pacientes que residem fora de São Paulo, segundo os registros oficiais do DataSUS.

Apesar dos inúmeros desafios que a saúde ainda precisa superar, posso dizer que avançamos, a despeito de o Brasil ter vivido uma das mais graves crises financeiro-econômica da sua história. Durante o período, São Paulo deixou de arrecadar 26 bilhões de reais.

O saldo, desde setembro de 2013, quando assumi o cargo de secretário, a convite do governador Geraldo Alckmin, é de 13 novos hospitais estaduais entregues à população paulista e 9 novos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades). Quarenta AMEs passaram a funcionar como "AMEs Mais", oferecendo, além de consultas com especialistas e exames de apoio diagnóstico, cirurgias de média complexidade.

Obras de reforma e ampliação vêm propiciando a modernização de hospitais de referência como o Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, do Instituto Emílio Ribas e do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

Ao todo, as obras de construção, reforma e ampliações de unidades de saúde geraram nesses quatro anos e sete meses mais de 30 mil novos empregos. Até o final de 2018, dois outros hospitais serão entregues a população de São Paulo - Serrana e Bebedouro.

A Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer foi consolidada, npassando a integrar 76 unidades de saúde conectadas à regulação estadual (Cross), com novos serviços de radioterapia, de atendimento regional, entregues em Araçatuba, Mogi das Cruzes, Santos, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Guarulhos, além da capital paulista.

O Programa Recomeço, de combate à dependência química, multiplicou por seis o número de leitos para tratamento de casos graves e agudos, oferecendo inequívoca ajuda aos usuários de crack, álcool e outras drogas que antes não tinham a quem recorrer.

Uma parceria inédita da Secretaria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) levantou recursos da ordem de R$ 826 milhões para a realização de obras de construção ou reforma de 165 unidades de saúde em cinco regiões do Estado, com benefícios a 71 municípios, incluindo dois novos hospitais regionais, sendo um em Registro e outro em Caraguatatuba.

A PPP da Saúde, também inédita no Estado, permitiu a entrega em tempo recorde de dois novos hospitais regionais, em Sorocaba e em São José dos Campos, em um novo modelo de gestão que alia experiência administrativa e assistencial. No mesmo sistema, serão iniciadas as obras do Grande Hospital da Mulher, na Nova Luz, no centro da cidade de São Paulo. O Estado de São Paulo, desde 2013, ampliou substancialmente o auxílio financeiro às santas casas e hospitais filantrópicos, por meio de um programa de repasses extra-SUS que visa combater o subfinanciamento federal da saúde e, permitir, desta forma, que essas instituições ganhem fôlego necessário para atender à população.

Ao mesmo tempo, não descuidamos da prevenção e promoção da Saúde. Com o programa "Mulheres de Peito", quatro carretas itinerantes percorrem desde 2014 os quatro cantos do Estado de São Paulo oferecendo, gratuitamente e sem necessidade de pedido médico, mamografias, ultrassons e biópsias para rastrear o câncer de mama em mulheres e encaminhar os casos suspeitos para acompanhamento e tratamento nos serviços de referência. Adicionalmente, a Secretaria oferta um 0800 que agenda mamografias, também sem necessidade de pedido médico, no mês de aniversário das mulheres, em um dos 200 serviços com mamógrafo no SUS de São Paulo.

Para os homens foi implantado o programa "Filho que AMA leva o Pai ao AME". Vinte e cinco AMEs oferecem, aos sábados, consultas e exames preventivos nas áreas de cardiologia e urologia, que podem ser marcados por uma central telefônica.

Em 2017 a mortalidade infantil atingiu no Estado de São Paulo seu menor nível, com 10,57 óbitos de crianças menores de um ano a cada mil nascidas vivas, segundo dados preliminares da Fundação Seade. Também no ano passado São Paulo obteve recorde histórico do número de doadores de órgãos, com 1.014 doações.

Por meio do programa raio-x, o Estado está passando um pente-fino nos hospitais públicos, escolhidos por sorteio, para verificar como está sendo aplicado cada centavo e como os custos são controlados, por setor. Desde 2015 funciona na Secretaria da Saúde um Núcleo de Controladoria cujo objetivo é combater o desperdício e a má gestão, além de atuar para coibir fraudes. A centralização das compras de próteses, adotada em 2016, permitiu que o governo reduzisse pela metade os valores gastos com a aquisição dos materiais, utilizados em cirurgias. Além disso, uma parceria com o Ministério Público e a maior aproximação com juízes e desembargadores têm ajudado a reduzir o gasto com a chamada "judicialização" da Saúde, evitando condenações a partir do fornecimento ao Judiciário, pelo gestor estadual, de informações sobre as opções terapêuticas disponíveis no SUS. Em 2017 houve queda de 16% no número de condenações judiciais contra a SES-SP.






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