Política
Publicada em 18/04/16 as 00:23h - 205 visualizações
Processo da abertura de impeachment é instaurado pela Câmara dos Deputados

Rafael Madjarof


Parlamentares erguendo placas de  (Foto: Divulgação)

Após seis horas de votação, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desse Domingo (17), o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas a aprovação, não afasta Dilma imediatamente da Presidência da República. A contagem final foi de 367 votos a favor do processo e 137 contrários sendo que tivemos ainda sete deputados que se abstiveram e dois estiveram ausentes.

A sessão começou às 17h45, de uma maneira diferente, pois apesar da ordem de votação ter sido estabelecida para ser Norte-Sul alternadamente, alterou-se essa ordem pelo fato do deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que estava de cadeira de rodas e, por questões de saúde, e passou na frente da bancada do Estado de Roraima. O deputado votou sim, pelo impeachment.

O momento mais simbólico da votação aconteceu às 23:07, quando o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) decretou o voto de número 342 favorável, que favoreceu a abertura do processo de impeachment pela câmara de deputados.  Se abstiveram os deputados: Sebastião Oliveira (PR-PE), Pompeo de Mattos (PDT-RS), Vinicius Gurgel (PR-AP), Beto Salame(PP-PA), Gorete Pereira (PR-CE), Cacá Leão (PP-BA) e Mário Negromonte Jr (PP-BA). Não estiveram presentes os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE), internado no hospital e Clarissa Garotinho (PR-RJ), de licença por gravidez.

Foi a segunda vez na hisória do Brasil, que um presidente no Brasil, sofre um processo de impeachment, a última vez foi em 1992, quando o então presidente Collor, teve o seu processo de impeachment aberto pela câmara dos deputados com a votação de de 441 deputados favoráveis 38 contrários, uma abstenção e 23 faltas.

O senado votará em formato de maioria única se concordam ou não com a abertura do processo de impeachment. Ou seja para o processo avançar, 41 dos 81 senadores precisarão ser favoráveis a abertura do impeachment.

Se acontecer a abertura, Dilma se afastará do cargo durante seis meses (180 dias). Se iniciará, a discussão e análise da denúncia, com apresentações da acusação e da defesa, sob a tutela do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.

Dilma perderá o cargo de maneira definitiva, se dois terços do Senado (54 dos 81 senadores) julgarem que ela cometeu crime. Com a queda de Dilma, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assume, tendo a  missão de cumprir o mandato restante até o fim, no dia 31 de dezembro de 2018.




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