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Palanque Político
Publicada em 22/01/16 as 18:01h - 176 visualizações
Escolas de samba de São Bernardo reclamam de organização da prefeitura

Julio Cezar Green e Rafael Madjarof


 (Foto: Jornal Divulgação Exata)

O carnaval de São Bernardo do Campo, que acontece no dia 07 de Fevereiro, vive um impasse a pouco mais de quinze dias dos desfiles. A prefeitura da cidade por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura assumiu de última hora o controle da festa, e as agremiações do carnaval reclamam da falta de pagamentos e de infra-estrutura na organização.

Segundo o presidente da Superliga das escolas de Samba de São Bernardo, Leo Oliveira, houve um "tapetão político" para a definição de quem comandaria o carnaval da cidade. "A presidente da União Cultural em busca desesperada para organizar o carnaval, se articulou como secretário adjunto Evandro de Lima, lembrando que este é presidente de um partido e a presidente da entidade é filiada a esse partido e pretende ser pré-candidata a vereadora em São Bernardo por esse partido. Dito isso a procuradoria barrou a Superliga de organizar o carnaval deste ano o que para nós foi uma derrota graças a um tapetão político. Só que havíamos descoberto que a União Cultural não tinha os documentos completos, então com esse impasse quem assumiu o controle do carnaval foi a Secretaria de Cultura.", disse

O presidente ainda complementou que as escolas acabam sentindo o baque pelo carnaval ser comandado por outra entidade. "As escolas perdem muito, pois a Liga é a mentora de um elo entre as escolas de samba e o poder público, onde as pessoas que estão na liga estão preparadas para articular, para organizar qualquer evento voltado para a questão do carnaval. Não adianta você colocar uma pessoa aleatória que não saiba o que é uma planilha de desfile, que não saiba nada disso".

São R$45 mil destinados as escolas do Grupo 1, R$27 mil para agremiações do Grupo 2 e R$7.700 para quem desfila no grupo pleiteante, valores que as escolas ainda não receberam. O que é considerado vergonhoso para o Presidente, que afirma que no tempo de Superliga as escolas recebiam bem antes e se preparavam para o Carnaval.

O evento acontecerá atrás do Ginásio Poliesportivo Adib Moisés Dib e não contará com arquibancadas para o público.  O presidente da Superliga lamentou essa decisão dizendo que o carnaval perderá um de seus brilhos, a torcida, pela falta de infra-estrutura. "A falta de Arquibancada é algo inadmissível, imagina você assistir um espetáculo de pé, imagina você assistir 7 escolas em pé".

E convicto Leo, disse que esse ano o carnaval de São Bernardo, que viveu seus tempos áureos, tem tudo para ser um dos piores carnavais da história. O que desmotiva mais é que ele sabe que mesmo que tente a prefeitura não melhorará a situação das escolas de Samba.




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