Palanque Político
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Vereador Marcelo Lima otimista fala sobre a perspectiva de mudanças para São Bernardo após as eleições de outubro
Marcelo acredita que com o trabalho duro que sempre realizou na cidade poderá planejar um plano de governo que priorize as necessidades da população

Rafael Madjarof


 (Foto: Divulgação)

Marcelo Lima é casado e pai de duas filhas, nasceu e cresceu na cidade de São Bernardo do Campo, é formado em Gestão Publica e, atualmente, acadêmico em Direito. Decidiu ainda jovem, que precisava ajudar a sociedade, então em 2008 com 25 anos de idade se candidatou pela primeira vez ao pleito de vereador na cidade. Foi eleito com 3.906 votos e se tornou o vereador mais jovem a representar a população de São Bernardo do Campo.

Em 2012, foi reeleito e teve seu trabalho, reconhecido e aprovado pela população da cidade, com 6.445 votos, sendo o candidato mais votado do PPS e o segundo mais votado da cidade entre os 635 candidatos que concorreram à eleição.

Marcelo está deixando o PPS, para lançar seu projeto rumo ao paço, onde espera que seu caminho de lutas, dedicação e vitórias iniciado em 2008, quando fora eleito vereador, não se encerre, e tenha um novo capítulo.

Divulgação Exata - O que levou o senhor a deixar o PPS, partido que o elegeu duas vezes vereador indo para o Solidariedade?

Marcelo Lima - Embora eu tenha um grande respeito pelo PPS, partido que me elegeu por 2 vezes vereador. Eu decidi tomar um caminho alternativo, para tomar novos rumos E poder alcançar um vôo mais alto, tendo em vista que o meu espaço no PPS ficou apertado, sabendo que tem deputado já candidato a prefeitura de São Bernardo.

Que estratégias serão traçadas pela legenda visando às eleições de outubro?

Nós estamos fazendo um conjunto de partidos novos, partidos que em São Bernardo não tem uma representatividade muito alta. E as pessoas com que nós trabalharemos, serão pessoas que realmente estarão dispostas a trabalhar por essa cidade. Nós fizemos um mapeamento por toda a cidade procurando novas lideranças, envolvendo pessoas que nunca tenham sido candidatos. Não teremos nenhum vereador que disputará a reeleição em nossa chapa, e nenhum candidato que tenha recebido mais de 2mil votos na última eleição.

O partido montará uma chapa ou fará campanha solo? Quais são os partidos sondados para compor a aliança?

Haverá coligação, no momento nós temos o Solidariedade e o PEN, outros partidos poderão virão compor conosco no futuro.

Quais são as principais metas do seu programa de governo?

O plano de governo está sendo discutido, mas posso já afirmar que uma das nossas principais metas de governo vai ser de inverter a prioridade das obras da cidade, o governo fará o seu plano em cima do que a população disser que é necessária, estamos trabalhando em grupos ligados a área da saúde, à área de serviços urbanos da prefeitura, ao setor de finanças e moradores de diversos pontos da cidade, comerciantes e empresários, para serem discutidos os problemas da cidade. O mais importante do governo é o governante estar na rua, e nos meus 7 anos de mandato eu estive na rua ouvindo os anseios da população e transmitindo esses pedidos a prefeitura. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente o maior problema da cidade apontado pela população é a segurança pública, mas no dia a dia o maior problema é a saúde.

Como o senhor avalia o governo Luiz Marinho (PT)?

Eu tive oportunidade de estar no governo Marinho desde seu princípio, a minha avaliação é que o governo Marinho fez coisas positivas, mas tem muitas coisas erradas, muitas coisas que poderiam ser invertida a prioridade, não adianta fazer as obras e não ter mão de obra, por exemplo, é melhor que não se tenha a UPA, e se atenda na UBS. A inversão de prioridades nas obras vai ter que ser mudada na próxima gestão.

Qual é a sua perspectiva sobre a eleição municipal deste ano?

Eu tenho uma perspectiva enorme de mudanças, acredito que a população em decorrência da crise nacional que existe no Partido dos Trabalhadores, em decorrência das lideranças presas e o esquema de corrupção chegando perto do Lula. Fica nítido que a população não quer mais nem ouvir no PT. A primeira pergunta que se faz a um político hoje é, se o político está aliado ao PT. A mudança nessa eleição é inevitável, agora é ver se a mudança será feita da maneira correta.

Quem são os adversários mais perigosos? Tarcísio, Morando e Manente?

Qualquer um que não esteja com o PT ou seus aliados virá a ser um candidato forte para essa eleição. O Tarcísio não tem chance por se tratar de um nome desconhecido pela população local.

Diante do cenário político, o senhor tem sendo convidado pelos outros pré-candidatos a ser vice. Há uma possibilidade de abortar a pré-candidatura e se aliar a essas chapas?

Nesse momento não, digo isso porque na política tudo pode acontecer, desde que se tenha um bom dialogo e idéias convergentes. No momento não é nisso que eu estou dando prioridade.

Sendo prefeito, quais serão as prioridades do seu governo para São Bernardo?

A Inversão de Prioridades será o primeiro passo, porque não adianta nada termos aparelhos monumentais que não tenham infra-estrutura suficiente para atender a população. O corredor Leste-Oeste é uma obra fundamental para cidade, que nós daremos continuidade. Agora a questão de prédios, por exemplo, o Museu do Trabalhador aqui do  lado, que se encontra abandonado ele poderia virar uma clinica especializada ou um pronto socorro. Temos que dar prioridade no que a população realmente precisa. Será prioridade a saúde, educação, segurança e transportes e não deixaremos o que não é necessário para um segundo plano.

Marcelo o que levou o senhor a levar 35 mil votos na última eleição sendo que você tinha apoio financeiro menor do que outros candidatos?

Nós tivemos muita dificuldade para atingir 27mil votos em São Bernardo, para que se tenha noção tinha bairro que eu não tinha dinheiro para fazer material para colocar na rua, como foi o caso do Rudge Ramos, mas acredito que esses votos foram fruto do trabalho duro que sempre fiz nessa cidade, mesmo assim mostrei a força política.




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