Mulher
Publicada em 09/05/16 as 14:55h - 140 visualizações
Estudos indicam que 1% de quem tem Zika desenvolve Microcefalia no bebê
No Brasil foram registrados mais de 1.100 casos de microcefalia o que gerou um total 54 mortes após o parto ou na gestação em todo o país

Rafael Madjarof


Bebê com microcealia, onde a circunferência do crânio é menor que 32 cm  (Foto: Divulgação)
O Zika pode trazer inúmeros problemas principalmente as mulheres, uma vez que a epidemia tem se alastrado no país. Com o surto da doença as mulheres correm o risco de ter outras doenças como à microcefalia, doença que é oriunda da Zika. Segundo o estudo publicado na revista médica "The Lancet", 1% das pessoas que pegam Zika tem a possibilidade de desenvolver a microcefalia.
No Brasil, Desde outubro do ano passado,dos  91,3 mil casos de Zika,  já foram confirmados 1.198 casos de bebês com microcefalia ou lesões no sistema nervoso, provavelmente associadas à infecção por zika. Existem ainda outros 3.710 casos suspeitos em fase de investigação. Além disso, foram registrados 54 óbitos confirmados após o parto ou durante a gestação. 
As mulheres gestantes devem ter sua atenção redobrada, em relação a essa doença, uma vez que o vírus é capaz de atingir a placenta, o líquido amniótico e o bebê. Outro fator é que quando infecta uma grávida, o vírus zika poderá causar malformações neurológicas como a microcefalia, que é uma doença onde o bebê nasce com uma cabeça menor do que o padrão.
A região Centro-Oeste foi a que teve maior incidência de casos de Zika, 113,4 infecções para cada 100 mil habitantes -total de 17.504 casos. Seguida pela região Nordeste, com 53,5 casos por 100 mil habitantes (30.826 casos). No Sudeste, foram notificados 35.505 casos (41,4 infecções por 100 mil habitantes) e no Sul, 1.797 casos (6,1 infecções por 100 mil habitantes). 
A situação traz impactos diretos no planejamento familiar das mulheres das regiões mais afetadas pelo zika vírus no país: pesquisas começam a mostrar que muitas mulheres têm medo de engravidar, mas o acesso a métodos contraceptivos, que deveria ser um direito, para elas é um privilégio.
Um dos modos para saber sobre as prevenções da doença é assistindo o novo documentário a da antropóloga Débora Diniz intitulado "Zika". Débora é uma das maiores autoridades do país na temática de direitos reprodutivos. O filme conta a história de cinco mulheres do estado da Paraíba que contraíram o zika vírus durante a gravidez e que, como consequência, tiveram problemas durante as gestações.
Diante do tamanho da epidemia os desafios são imensos. Ao mesmo tempo, o filme mostra como resolver os problemas históricos do país, como os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e o acesso a tratamento de água e esgoto. Que isso não seja deixado de lado em um momento político de tanta instabilidade como o que vivemos agora.




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