Fala Cidadão
Publicada em 09/05/16 as 14:05h - 120 visualizações
Cícero Martinha fala sobre momento que enfrenta o setor automobilístico do ABC

Julio Cezar Green


Cícero Martinha é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André  (Foto: Divulgação)
O setor automobilístico na região do ABC passa por uma grande queda no setor produtivo e empregatício. A consequência disso reflete diretamente na economia da região e no desenvolvimento do setor metalúrgico nas cidades do ABC paulista. 
Passados o dia do trabalhador, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, Cícero Martinha, responde questões sobre o desemprego e o que o sindicato fará para conseguir enfrentar a crise que passa o país. O presidente falou ainda sobre a atual situação política do Brasil. 
Jornal Divulgação Exata (JDE): Qual é a estratégia que o sindicato tem para recuperar os empregos no setor?
Cícero Martinha (CM): O campo de ação dos sindicatos é limitado em relação a essa questão. O nosso Sindicato sempre esteve e estará aberto ao diálogo com todas as partes envolvidas: trabalhadores, empresas e o poder público. Seja para reter empresas na região ou para atrair outras para cá, ou para buscar alternativas à demissão. E nunca o confronto pelo confronto, que não interessa a ninguém. 
JDE: A falta de investimento Federal, estadual e municipal foi o que elevou a quantidade de desemprego no ABC e no Brasil na área automobilística?
CM: O atual momento por que passa o Brasil não pode ser visto de forma simplista assim. Desde o início do segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2015, as forças contrárias ao seu governo vêm apostando no quanto pior, melhor. Além disso, a conjuntura internacional desfavorável, com forte queda nos preços das commodities (soja, minério de ferro, etc) e a desaceleração da economia  nos países desenvolvidos, também impactou negativamente na economia brasileira. Daí  apostar que o eventual afastamento da presidenta Dilma Rousseff vai apaziguar o país e reaquecer a economia no Brasil como num passe de mágica é um equívoco. 
JDE: Quanto o impeachment pode prejudicar ou beneficiar os metalúrgicos do ABC?
CM: A instabilidade política e econômica criada pelo processo de impeachment - aliás, ilegítimo na nossa avaliação - prejudica o Brasil como um todo, afetando particularmente a população da base da pirâmide, em que se inclui grande parte dos trabalhadores. Além de considerar o eventual afastamento de Dilma um golpe na democracia, desde o início o Sindicato vem questionando o fato de o deputado Eduardo Cunha, que responde a vários crimes, estar à frente do processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Nesta quinta, dia 5, o ministro do STF Teori Zavascki corroborou o nosso questionamento, ao suspender liminarmente o mandato do deputado Eduardo Cunha.  
JDE: Como o senhor avalia a atual situação política do país?
CM: Se até quarta-feira, dia 4 de maio, tudo indicava que daqui a uma semana os senadores decidiriam se afastam ou não a presidenta Dilma por 180 dias, os novos desdobramentos em Brasília podem mudar tudo. Certo é que, independentemente do que vier a ocorrer, o Sindicato vai lutar sempre pela democracia e pela garantia e ampliação dos direitos dos trabalhadores. 



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