Esporte
Publicada em 12/08/16 as 11:35h - 105 visualizações
A realidade que a Olimpíada proporciona para torcida e atletas que passam pelo Rio

Julio Cezar Green


 (Foto: Divulgação)

A primeira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada Rio 2016 foi conquistada pela judoca Rafaela Silva. A carioca derrotou na final a atleta da Mongólia Sumiya Dorjsuren na final da categoria peso-leve (até 57kg).

Com infância pobre e vinda da Cidade de Deus, a brasileira começou o judô com apenas cinco anos, em um projeto social da comunidade, que afastava as crianças do crime organizado e das drogas.

O ouro de Rafaela mostra claramente o quanto estão comprometidos os atletas do Time Brasil nos jogos disputados em casa. A todo o momento a torcida brasileira incentiva e vibra com cada golpe, jogada, ponto, cesta e gols.

Esse incentivo que vem das arquibancadas motiva cada vez mais nossos atletas a cada vitória vibrar e chorar de felicidade, ou a cada derrota lamentar e chorar de tristeza. Realidade vivida em quase todas as competições que o Brasil disputou até hoje, seja ela no Judô, com a Rafaela Silva, na Natação, no Basquete, no Vôlei, futebol feminino e entre outras competições.

A Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra viu Rafaela passar por cinco adversárias até vencer o ouro e se tornar a campeã olímpica. Na final um golpe de "Wasari" deu a Rafaela a vitória sobre a atual líder do ranking mundial, alegria numa sensação de alívio e dever cumprido.

O mesmo aconteceu com a medalha de bronze de Mayra Aguiar, também no judô e na medalha de prata com Felipe Wu, no Tiro.

Mas esse comprometimento com o país, com os torcedores passam bem longe dos jogadores da seleção masculina de futebol. Os dois primeiros jogos do Brasil (com estádio cheio e ingressos esgotados, vale o registro), marcaram uma arquibancada alegre, de incentivo, de apoio, mas um me sem vontade, sem força e sem alegria. Uma seleção que nem se quer se preocupou em dar satisfação para seu público na saída do gramado. O capitão Neymar, que no lugar de jogar bola e mostrar liderança, mostrou mais vontade de aparecer e arrumar encrenca, uma seleção nos primeiros jogos, vergonhosa.

Não reflete o Time Brasil e a Torcida Brasil.

No terceiro jogo, a seleção masculina venceu a Dinamarca pelo placa de 4 a 0, uma atuação muito boa do camisa 10. Mas o torcedor não pode se iludir com a vitória conquistada sobre a "poderosa" seleção dinamarquesa.

Neymar, Gabriel, Gabriel Jesus, Luan e companhia devem mostrar mais que futebol, trazer ao torcedor brasileiro uma vontade de jogar bola e principalmente amor pela camisa.

Quem sabe um dia os meninos aprendam com a seleção feminina o que é o esporte de verdade. Marta, por favor, ensine o Neymar o verdadeiro amor pela camisa. 




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