Cidades
Publicada em 08/02/16 as 17:29h - 905 visualizações
Presidente da Camisa Vermelha e Branca detona a gestão Marinho pela decadência do Carnaval de São Bernardo
A tradicional escola Camisa e Vermelha e Branca de 40 anos não disputou o Carnaval de 2016

Rafael Madjarof


 (Foto: Jornal Divulgação Exata)

O presidente da escola de Samba, Camisa Vermelha e Branca, Marcelo Silva, criticou duramente a gestão Luiz Marinho, por estar acabando com o carnaval de São Bernardo. Para Silva, a atual gestão tem papel determinante na redução do número de agremiações do Carnaval sãobernardense, de 16 para 7 escolas.

Segundo o presidente, na administração anterior a de Marinho, as escolas começavam a se reunir com a prefeitura no mês de setembro para acertar os erros, e no mês de novembro no  máximo no início de dezembro, as escolas recebiam a subvenção. Já na atual administração as escolas só recebem a subvenção entre os dias 15 e 20 de janeiro. E isso é um fator que compromete o desfile das escolas que não conseguem se planejar. Outro ponto grave é que na outra administração as escolas de samba recebiam um aumento na verba anualmente, desde que essa administração entrou as escolas não tiveram nenhum reajuste, e o aumento do preço do material de carnaval tem comprometido os desfiles de carnaval das escolas.

A agremiação Camisa Vermelha e Branca é uma escola de muita tradição no Carnaval sãobernardense, está em seu 40° aniversário. Segundo Silva, a prefeitura conseguiu matar uma escola de samba de 40 anos. O presidente acusa a prefeitura de perseguir a escola, por desentendimentos de Silva com pessoas da prefeitura. Entre elas José Albino, que por 5 anos perseguiu Silva, afim de tirar a escola da disputa do Carnaval. Em 2016 a escola de Silva não resistiu a pressão da prefeitura e não disputou o carnaval. Segundo Silva, Albino teve ajuda de Osvaldo de Oliveira Neto e o Evandro Lima.

De acordo com Silva, colocaram a represente da União Cultural, numa manobra de manipulação política para que a própria prefeitura reassumisse a direção do carnaval. Ele relatou de maneira indignada contestando o fato da prefeitura deixar o carnaval com uma entidade que nem se quer tinha os documentos adequados para organizar o evento. Quando chegou na reta final, nem União Cultural e nem Superliga organizaram o Carnaval, quem que assumiu a organização do carnaval foi a "comissão fantoche" que deixou nas mãos da prefeitura.

O presidente complementou dizendo que o carnaval virou algo 100% político, desfila quem a prefeitura quer. O carnaval antigamente acontecia em 4 noites, e reunia 65mil pessoas por noite. Atualmente o carnaval acontece em uma noite e reúne 5mil pessoas, abaixando o número de pessoas em 13 vezes.

Para Silva, não existe na atual administração uma secretaria de cultura e sim um cabine de emprego. Silva disse que o carnaval de São Bernardo, é muito maior do que o Carnaval político que foi apresentado este ano, de uma prefeitura que não gosta de carnaval. E concluiu que as escolas lutarão pela sobrevivência do Carnaval de São Bernardo.

 




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