Cidades
Publicada em 20/01/16 as 14:04h - 240 visualizações
Grande ABC conta com menos agentes de combate a dengue do que o recomendável

Da Redação


 (Foto: Divulgação)

A região do Grande ABC teme reviver a alta nos casos de dengue, como aconteceu no ano passado, quando houve um aumento de 1.125 registros autóctones em 2014 para 7.403 em 2015, além de terem sido registradas sete mortes.

Na linha de frente do combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença e também do zika vírus e da febre chikungunya, estão os agentes de controle de zoonoses. O Ministério da Saúde orienta que seria recomendável ter um profissional do tipo para cada 1.000 imóveis, mas a região não se enquadra na recomendação.

Em seis dos sete municípios, existem 761.950 imóveis, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Já agentes, apenas 223, o que dá a média de 3416 imóveis por agente, três vezes maior do que o recomendado.

Diadema possui 20 funcionários de controle de zoonoses, um para cada 5.868 domicílios e, segundo a Prefeitura, não há previsão para aumento do número.

A cidade de São Caetano tem dez agentes responsáveis pelas vistorias, ou um para cada 5.048 imóveis. A administração ressaltou que mais 130 agentes comunitários de Saúde auxiliam no trabalho de conscientização e prevenção. Concurso público que ocorrerá no próximo mês contratará mais seis funcionários de controle de zoonoses.

Em Mauá, são 32 profissionais do tipo nas ruas, um para cada 3.917 imóveis. Segundo a Prefeitura, mais 320 agentes comunitários de Saúde também colaboram. Em São Bernardo há 71 profissionais, um para cada 3.370 domicílios. O Executivo disse que há reforço de 900 agentes comunitários de Saúde.

Santo André conta com 72, um para cada 3.003 imóveis. A Secretaria de Saúde disse que eles são divididos em sete territórios, de modo que cada equipe realize um ciclo por período de quatro meses para visita em todos os imóveis do município. Até o início de fevereiro, os 290 agentes comunitários de Saúde, que atuam na rede de atenção básica, serão capacitados para participar mais efetivamente do combate casa a casa do vetor.

Já Rio Grande da Serra possui 18 funcionários, entre agentes comunitários de Saúde e agentes de controle de endemias, um para cada 732 imóveis. Sendo a única cidade que se enquadra dentro das recomendações do ministério da saúde.




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