São Caetano do Sul
Publicada em 03/08/17 as 12:34h - 33 visualizações
Prefeitura promove encontro com projeto que usa o remo para reabilitação do câncer de mama

Da Redação


 (Foto: Divulgação/PMSCS)

O CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), em São Caetano do Sul, abrigou nesta quarta-feira (02/08) uma roda de conversa entre suas pacientes e integrantes do Remama, projeto criado em 2013 pelo ICESP (Instituto do Câncer de São Paulo) para reabilitação de sobreviventes do câncer de mama. A principal mensagem foi "existe vida após o câncer".

 

Todas as participantes são mulheres que passaram por tratamento de quimio e radioterapia e, agora, estão em acompanhamento. A dona de casa Eliete Drugovich chegou ao CAISM com uma dúvida: "Será que posso fazer exercício físico regularmente?"

 

Seu maior medo era o risco de desenvolver um linfedema, um inchaço característico de mulheres que extraem gânglios linfáticos das axilas durante a cirurgia para tratamento de câncer de mama. Ao final do encontro com integrantes do Projeto - sobreviventes do câncer que se reúnem duas vezes por semana para praticar remo na Raia Olímpica da USP - Eliete tinha uma resposta: "Agora sei que posso!"

 

Na verdade, o exercício físico, sob orientação de especialistas, é fundamental para a reabilitação de pacientes de câncer de mama e, dentre as várias opções, a prática de remo é especialmente indicada para a prevenção do linfedema. É o que explica a médica Alessandra Nabarro Milani, mastologista do CAISM: "O linfedema é um inchaço provocado pelo acúmulo de líquido após a retirada dos gânglios linfáticos. Ele pode ocorrer a qualquer momento, meses ou até anos após a cirurgia. O trabalho com a musculatura do braço diminui a incidência desse inchaço".

 

Segundo Fabiana Reis, especialista em reabilitação física do ICESP, após o encerramento das sessões de quimio e radioterapia as pacientes já podem iniciar a prática do esporte, desde que liberadas pelo médico. Mas elas passam, primeiro, por três meses de condicionamento físico e mais seis semanas de exercícios específicos para o remo. Tudo sob os cuidados de uma equipe médica do ICESP.  

 

Além de prevenir o linfedema, o exercício com remo promove outros benefícios, como melhorar o condicionamento físico e a resistência imunológica. Mas, na opinião da mastologista Alessandra, o maior impacto é sobre a qualidade de vida das pacientes. "Ao receber um diagnóstico de câncer, a mulher tende a se retrair e se isolar. O esporte, sobretudo em grupo, reintroduz a mulher no mundo", diz.

 

Para Denise Reis, paciente que conheceu o Remama durante um tratamento no ICESP, a descoberta do remo foi a boa surpresa que a doença trouxe. Hoje, ela busca disseminar o projeto: "Quero compartilhar com outras mulheres que existe vida após o câncer".

 

DE PACIENTES A ATLETAS

Com idades que variam entre 45 a 70 anos e rotinas normais de donas de casa, profissionais e mães, poucas pessoas imaginariam a disposição que as integrantes do Remama têm para praticar remo toda terça e quinta, desde as 8h da manhã. O projeto começou com apenas três mulheres. Hoje já são 11 integrantes, que resolveram se organizar numa equipe: a "Remama Dragão Rosa". E já conseguiram a doação de um barco oficial para participarem de competições internacionais. "Elas não são mais pacientes, são atletas", diz a educadora física Fabiana Reis.

 

OUTUBRO ROSA

Aproveitando a presença de pacientes do CAISM e integrantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer, o ginecologista Paulo Pirozzi, coordenador da Mastologia, adiantou que já existem três atividades programadas para o Outubro Rosa, mês dedicado ao combate do câncer de mama.  "No dia 1º de outubro ocorrerá uma caminhada e haverá palestras especiais  nos dias 6 e 27 de outubro, abrindo e fechando a programação", disse.




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