São Caetano do Sul
Publicada em 20/07/17 as 16:56h - 44 visualizações
Sedef proporciona tarde de integração e emoção no Memorial da Inclusão

Redação


 (Foto: Divulgação)

A Sedef (Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida) de São Caetano do Sul realizou passeio cultural inclusivo, nos últimos dias 14 e 17/07, para cerca de 70 pessoas ao Memorial da Inclusão, na Barra Funda, em São Paulo.

Das pessoas inscritas, participaram crianças entre 5 e 18 anos, com deficiências intelectuais, e seus acompanhantes. O passeio ao Memorial da Inclusão também contou com monitores da Sedef e enfermeira do CTNEN (Centro de Triagem Neonatal e Estimulação Neurossensorial), em micro-ônibus da Seeduc (Secretaria de Educação). 

"Para nós da Sedef é sempre um grande prazer e orgulho participarmos efetivamente da inclusão de pessoas tão especiais, que por uma série de motivos não têm oportunidades, por exemplo, de realizarem um passeio como este", disse Cristiano de Freitas Gomes, secretário da Sedef.

 

EMOÇÃO

A chegada ao Memorial da Inclusão já foi de bastante emoção, até porque as pessoas não sabiam exatamente o que esperar do passeio, como bem salientou Pablo da Silva Nobre, 17 anos e com autismo grau leve, morador do Bairro Oswaldo Cruz. "Estou muito feliz", disse Pablo, que questionado sobre o que esperava encontrar no passeio, respondeu: "Não tenho ideia, mas sei que vai ser muito legal, pois estou com meu melhor amigo", referindo-se a Rafael Renato, educador social do Lar Escola São Caetano.

A cada nova atração, todas voltadas a percepções sensoriais, como a Sala Escura, em que as pessoas têm de colocar as mãos nas paredes para sentirem os objetos à mostra. "Foi uma sensação incrível, não só para a Flora (Tiene Rocha Scheder Noguchi, 4 anos, portadora de Síndrome de Down), mas para mim também, que pude descobrir as minhas sensações táteis", explicou Patrícia Rocha Scheder, 40 anos, mãe de Flora Tiene e moradora do Bairro Nova Gerty. 

Por fim, uma das grandes atrações, entre todas as apresentadas no Memorial da Inclusão, foi o momento das pinturas com a boca, sem usar as mãos. Foi o que aconteceu com o pequeno André Henrique Perisutti, 4 anos. "Ele está adorando. Ele gosta muito de pintura", disse a mãe Patrícia Perisutti Moia, 38 anos, moradora do Bairro Mauá.

Como  o pequeno André teria dificuldade em fazer a pintura com o pincel na boca, o desafio ficou para seu irmão Pedro Henrique Perisutti Bueno Rocha, 14 anos e aluno do 9º ano do Ensino Fundamental da EMEF Ângelo Raphael Pellegrino. "É algo que não imaginava ser capaz de fazer. Agora, percebo o quanto difícil é para as pessoas com deficiência e o quanto eu darei mais valor pela força de vontade delas em lutarem pelo que querem", definiu Pedro Henrique.

 




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