Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

Santo André
Publicada em 11/04/18 às 14:08h
Mutuários irregulares do EMHAP terão dois novos programas para a renegociação de dividas
Ambas as iniciativas ficarão ativas até o dezembro, quando as normas tradicionais voltarão a valer aos inadimplentes

Matheus Godoy


 (Foto: Alex Cavanha/PSA)

A prefeitura de Santo André ainda busca mais alternativas para diminuir os gastos e sanar o déficit público. Para auxiliar nesse processo, foram lançados dois novos programas para a renegociação das pendências de mutuários aderidos ao EMHAP (Empresa Municipal de Habitação Popular de Santo André), sociedade anônima criada em 1990 para combater a falta de habitações no município.

 

São eles o "EMHAP em Dia" e o "EMHAP Legal". A primeira basicamente dará uma nova oportunidade para aqueles cidadãos que estão inadimplentes, com descontos de juros e multas que podem chegar até 99%. Já a segunda medida é voltada para aqueles que não estão regularizados por ter comprado ou vendido o imóvel de forma irregular. As renegociações começam no dia 1º de maio, sendo que a própria EMHAP será a responsável por entrar em contato com os munícipes.

 

"Sentimos a necessidade de criar um programa que fosse atrativo, para que essas pessoas renegociassem suas dívidas e que fosse eficaz. Como são empreendimentos muito antigos, tivemos que fazer um pacote de benefícios para que seja possível reverter essa inadimplência e funcionar corretamente daqui pra frente", declarou o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Fernando Marangoni. O chefe da pasta ainda infirmou que já foram regularizadas, desde 2016, aproximadamente 1100 moradias, sanando R$4 milhões de um déficit total de R$12 milhões.

 

O prefeito Paulo Serra (PSDB), elogiou a atuação do secretário e também da EMHAP, destacando a construção de programas que realmente ofereçam facilidades aos munícipes. "Houve um trabalho muito extenso da secretaria e da empresa para fazer um programa em que as pessoas possam cumprir. Caso o contrário, não faria nenhum sentido lançar um programa de facilitação sem dar as condições necessárias para as famílias", discursou.

 

Embora não tenham estipulado um prazo, a expectativa da secretária é que a empresa volte a construir novas moradias. De acordo com Marangoni, a Central de Habitação de São Paulo (COHAB), poderá ser utilizada como exemplo na cidade andreense. O secretário ainda informou que há aproximadamente 480 famílias na fila de espera, através do aluguel social.

 




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