Terça-feira, 17 de Julho de 2018

Brasil
Publicada em 14/05/18 às 12:54h
“As reformas base são necessárias”, afirma pré-candidato João Goulart Filho

Julio Cezar Green


 (Foto: Divulgação)
Em mais uma entrevista com os pré-candidatos à presidência do Brasil, o Jornal Divulgação Exata conversa com João Goulart Filho, que  fala  sobre  suas  propostas caso seja eleito presidente do Brasil.

Quais são as principais propostas para governar o Brasil?

Nós  pregamos  um  programa diferente da grande quantidade  dos  partidos, que  são agremiações  que se juntam mais para um projeto  eleitoral  do  que uma construção de uma nação. O PPL é um partido lúcido,  que  lutou  e  resistiu à ditadura militar e hoje prega o nacional desenvolvimentismo, com a ampliação do mercado interno e o fortalecimento do mercado brasileiro.

As reformas de base são necessárias,  que  traríamos  o desenvolvimento econômico, a reforma agrária, tributária, urbana e educacional. Além da remessa de lucros. São projetos nacionalistas, fundamentais para nação. O patrimônio público do brasileiro tem que ser respeitado. Temos uma historia e serviços prestados a nação.

Caso seja eleito presidente, seu mandato seria uma continuidade do governo de seu pai em 1964?

Não é uma continuidade. Até  porque  existem  54 anos no meio e a sociedade evoluiu muito. Mas a proposta política de devolver o país ao povo é a mesma. Não se iludam aqueles  que  querem  um sistema rentista no Brasil, fazer do lucro a força fundamental sem passar pelo trabalho.

Como fazer com que a centralização saia desses bancos e chegue à população?

Em 1964, esse projeto de reforma de base propôs a reforma  bancária.  É  simples, desestabilizar o monopólio, flexibilizar a carta patente bancaria e criar 
mais ofertas de créditos.

Isso seria a prioridade de seu governo?

Não  somente  essa,  mas sim uma serie de medidas que  devem  ser  discutidas com a sociedade brasileira para fazer a implantação. 

Quando o senhor lançou a pré-candidatura, o partido cita que o Brasil vive um lastimável espetáculo de decadência moral. O que isso quer dizer?

Temos  uma  divisão  de fundo eleitoral somente a favor dos grandes partidos. Esse modelo preza o rentismo, o mercado financeiro e foi conservado pelo PT e PSDB. E por isso  hoje  temos  que  enfrentar o rentismo. 

Por que ser presidente do Brasil?

Somos uma candidatura de um partido de resistência, que lutou contra a ditadura, que lutou com Brisola, Jango e Darci, somos um partido de compromisso com a história. Temos o direito, o dever e o compromisso de levar ao povo brasileiro as palavras do trabalhismo, libertação nacional e resgate da soberania. 



Deixe seu comentário!

ATENÇÃO: Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Parceiros
Jornal Divulgação Exata - (11) 2897-5833 - redacao@jornalexata.com.br
Copyright (c) 2018 - Jornal Divulgação Exata - Todos os direitos reservados