Sábado, 26 de Maio de 2018

Brasil
Publicada em 01/05/18 às 02:16h - 191 visualizações
Lula preso 1°Maio será marcado por vigílias em Curitiba

Maik Uchoa


 (Foto: Divulgação )

 O 1º de Maio, data historicamente marcada pela democracia e as lutas dos direitos dos trabalhadores, não terá apoio do ex- presidente Lula, que participa de movimentos sociais desde a década de 70. Neste ano, o feriado conta com as  mobilizações menores na cidade de  São Paulo e concentrações maiores em Curitiba- Paraná, com gritos de  "Lula Livre". 



Se comparado há algumas décadas anteriores, Lula estaria iniciando seu cargo de presidente no prédio dos Sindicatos dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, e anos depois, seria presidente do Brasil. O petista, atualmente está cumprindo pena de 12 anos e um mês de prisão, em Curitiba, pelo caso do Tríplex no Guarujá. 



O líder da bancada dos Vereadores de São Bernardo do Campo, Tião Mateus, explica que toda mobilização para que o ex- presidente seja solto é importante, já que por meio do lulismo, o Brasil teve mais emprego, salário, transporte, educação e outros progressos nacionais, mas que, graças ao petista, também beneficiaram os municípios do ABC. 



 "São Bernardo não pode falar nada de Lula e Dilma, teve muitos projetos que contaram com os dois. Aqui vieram muitas coisas importantes para a cidade. Quase ou mais de 70% dos investimentos no Grande ABC vieram de Brasília e só 30% eram da prefeitura", declarou. 



Em 1959, aconteceu a chegada das montadoras no ABC, data importante para o sindicato e para a economia das cidades. Em 1975, o sindicato recebe Lula como presidente da organização. E anos a seguir,  o mesmo liderou a greve de operários do Grande ABC. 



Para dar sequência aos movimentos sindicalistas e construir uma defensoria ativa aos trabalhadores, em 1980, foi criado o Partido dos Trabalhadores (PT), com o apoio de Lula que buscou mudanças esquerdistas para os operários, por meio de greves e outros atos que pudessem mobilizar o Brasil em prol da luta dos assalariados. 



O PT participou de mobilizações sociais importantes, como Diretas Já no Brasil, junto com as personalidades: Leonel Brizola e Miguel Arraes. Houve também outras reivindicações ilustres, como algumas medidas da Assembleia Nacional Constituinte que refletem nos dias atuais. 



O mesmo prédio que Luiz Inácio fez de morada para comandar sua gestão de presidente do Sindicato dos Metalúrgicos serviu de palco para resistência diante de todo o Brasil, quando decidiu não ser preso, junto com os seus companheiros petistas, e outros grupos de movimentos que declararam apoio ao ex- presidente da República. 



O vereador, Tião Mateus (PT), afirma que não será fácil a data, justamente pelo fato de que o ex- presidente não estará junto aos movimentos, mas ao contrário, será alvo das manifestações em razão de sua liberdade. Tião confirma que o partido estará forte com seu calendário de vigílias que tem duração até que Lula seja livre, e só descansarão quando isso acontecer. 



"Não é justo que o Lula fique preso. É uma pessoa muito forte. Nós só podemos descansar depois que ele for solto, uma hora o Supremo vai analisar e verá que não tem como deixá-lo nessa conjuntura. E nas questões de provas: não tem quase nada. Isso foi um processo político, que tinham que tirar o lula do páreo das eleições para  presidente, e tiraram, ele está preso". contou. 



O Primeiro de Maio (breve  histórico ) 



O 1º de Maio é uma data importante para os trabalhadores e suas melhorias nas condições de trabalho. O porque da grandeza e comemoração deste dia está relacionado em seu contexto histórico, nacional e internacional, envolvendo manifestações dos trabalhadores em prol de seus direitos trabalhistas. 



Historicamente, e com o olhar internacional, o 1° de Maio teve sua marca em 1886, na cidade de Chicago- Estados Unidos. Uma Cidade que era industrial, marcada por trabalhadores participando de manifestações de rua, em busca de redução de jornada de trabalho, de 13 para oito horas e na presença de conflitos entre policiais e protestantes, deixando alguns feridos e mortos. 



Nacionalmente, a data se tornou oficial a partir de 1924. E passou a ser considerado feriado apenas no Estado Novo, no governo de Getúlio Vargas que buscava aproximar os trabalhadores com sua gestão. Antecedendo essa data, em 1917, teve a Greve Geral, com 50 mil trabalhadores que fizeram a paralisação em São Paulo. Essa prática ficou comum, mesmo ainda o dia não ter sido declarado como feriado oficial. 




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