Brasil
Publicada em 14/06/17 as 09:27h - 57 visualizações
Com revés no STF para Andrea, tucanos se preocupam com pedido de prisão de Aécio

Divulgação/G1


 (Foto: Divulgação)

Ranger dos dentes A decisão da primeira turma do Supremo de manter na prisão a irmã de Aécio Neves (MG) despertou forte temor em integrantes do PSDB sobre o desfecho do pedido de prisão do próprio tucano, que será apreciado pelo mesmo grupo de ministros na próxima semana. A avaliação é que o veredito sobre Andrea Neves é, no mínimo, um mau presságio para Aécio. Ao longo desta terça (13), membros da sigla no Congresso conjecturaram sobre como agir na hipótese de o STF encarcerar o senador.

Crime e castigo Juristas dizem que seria difícil, porém, justificar uma prisão de Aécio. Ainda que ele tenha sido afastado do mandato, preserva as prerrogativas do cargo de senador. Nesse cenário, o STF teria que inovar o entendimento sobre flagrante para dar base legal à decisão.

Suor e lágrimas Parlamentares que estiveram com o tucano logo após a delação da JBS desabar sobre a cabeça dele dizem que, sempre que falava de Andrea, Aécio chorava. Nesta terça, após decisão do STF, aliados relataram que o tucano estava desolado.

Destino Grupos no PSDB querem a expulsão do senador, mas a maioria demonstra solidariedade. A ala majoritária diz que, se a situação se agravar, Aécio "saberá o que fazer", poupando-os do desgaste de debater sua saída.

Papel passado Um dia depois de o PSDB decidir permanecer no governo, a bancada do partido na Câmara decidiu refazer a carta com 15 pontos programáticos apresentada há um ano como símbolo do apoio a Michel Temer. Lançará o documento em duas semanas.

Assim é fácil O comportamento dos tucanos irritou a base de Temer no Congresso. Com o apoio do PMDB, o centrão articula reação. Dizem que o PSDB quer "casar, mas manter vida de solteiro".

Tem limite O empresário Ricardo Semler, fundador da Semco Partners, vai apresentar nesta quarta-feira (14) seu pedido de desfiliação do PSDB. Ele foi ligado à sigla por quase 30 anos.

Queime depois de ler A defesa de Renato Duque contratou perícia especializada em tecnologia da informação para fazer uma devassa nos computadores do ex-diretor da Petrobras. Ele tenta selar acordo de delação e conseguiu recuperar arquivos deletados entre 2004 e 2012.

Cartucho As informações coletadas — registros de trocas de e-mails, passagens aéreas e fotografias — serão usadas por Duque para convencer o Ministério Público Federal de que sua colaboração seria valiosa.

Pegue a senha O STJ (Superior Tribunal de Justiça) abriu inquérito nesta segunda-feira (12) contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), num desdobramento da delação da Odebrecht.

O 'X' da questão Executivos da empreiteira relataram pagamentos indevidos a Richa para sua campanha. Ele sempre negou. A PGR encaminhou ao STJ ao menos seis casos contra governadores citados pela Odebrecht.

Novo no ninho Secretário de Fazenda de Belo Horizonte, Fuad Noman tem sido sondado sobre a possibilidade de concorrer, pelo PSDB, ao governo de Minas Gerais em 2018. Seu nome uniria o prefeito Alexandre Kalil (PHS) ao senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

#tamojunto Mesmo depois de declarar total apoio a Michel Temer, em conversa com a presença de Roberto Jefferson, semana passada, o PTB não deve fechar questão sobre a eventual denúncia. Mas, nas contas do partido, dos 17 deputados, ao menos 15 estão com Temer.

Vida ou morte O governo confia que aprovará a reforma trabalhista no Senado na próxima semana. Prometeu aos reticentes editar uma Medida Provisória para equilibrar os pontos considerados polêmicos.

TIROTEIO

O PSDB é um partido que sempre defendeu a ética, mas de uma ótica interessante. Ela vale, desde que seja exercida pelos outros.

DO DEPUTADO SILVIO COSTA (PT do B-PE), sobre a decisão dos tucanos de continuar na base do governo do presidente Michel Temer.

CONTRAPONTO

A história em looping

Na última sessão do julgamento que acabou absolvendo a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gustavo Guedes, advogado do peemedebista, foi falar com Flávio Caetano, que fez a defesa da petista:

— Vou sentar na minha cadeira da sorte. Estou nela desde o primeiro dia e tem dado certo. Se quiser sentar ao lado, é a de número 13.

Aos risos, Caetano respondeu:

— Mas aí você está fazendo comigo o mesmo que o seu cliente fez com a minha! — disse, numa referência ao número do PT nas urnas.




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