Brasil
Publicada em 18/05/17 as 14:16h - 119 visualizações
Dono da JBS acusa Temer de dar aval para compra do silêncio de Cunha

Por Amanda Zanachi


A crise política no Brasil sofreu uma reviravolta na noite desta quarta-feira (17/05), dessa vez o presidente Michel Temer é acusado de dar aval para a compra do silêncio do deputado cassado e ex-presidente da câmara, Eduardo Cunha.  A gravação que comprova a intenção de Temer foi entregue por Joesley Batista, dono da JBS, empresa produtora de proteína animal, para o Supremo Tribunal Federal.

A revelação de Joesley faz parte de uma deleção premiada capaz de causar uma destruição política pior do que a da Odebrecht, já que o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves são os principais envolvidos na denúncia.

A gravação, consentida pela Policia Federal e pela Procuradoria Geral da República, mostra que Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures, do PMDB para resolver os "problemas" da empresa J&F, responsável por controlar a JBS. Logo depois o deputado foi filmado recebendo R$ 500 mil enviados por Joesley Batista, na ocasião a PF já havia colocado um chip na mochila com o dinheiro e feito o mapeamento do número de série das notas.

Na gravação é possível ouvir ainda que o empresário avisou ao presidente Michel Temer que Eduardo Cunha e o operador Lúcio Funaro estavam recebendo uma mesada na prisão para não falarem nada do que sabiam, ao saber da informação o presidente incentivou para que continuasse assim. "Tem que manter isso, viu"

O senador Aécio Neves também foi gravado pedindo ao empresário, Joesley Batista R$2 milhões para pagar a sua defesa na Lava Jato, o dinheiro foi entregue a um primo do senador e a cena foi gravada pela Polícia Federal.

O dono da JBS disse ainda que ex-ministro da fazenda do governo de Lula e Dilma Rousseff, Guido Mantega era o seu contato no PT. O dinheiro de propina era negociado como seria distribuído pelos petistas e aliados. Guido Mantega também era responsável por operar os interesses da JBS no BNDES.

Como fica a presidência agora?

Com as revelações envolvendo o presidente Michel Temer o futuro da presidência do Brasil esta incerto, não se sabe qual será a decisão quanto ao mandato de Temer, nesse caso Temer seria afastado por ter cometido crime de obstrução da Justiça.

Caso haja o afastamento do presidente, a constituição diz que o próximo passo seria as eleições indiretas, no qual senadores e deputados elegem o próximo chefe do executivo. Mas há caminhos que podem levar a eleições diretas, entenda:

Se Michel Temer renunciar o presidente da câmara, Rodrigo Maia assume a presidência do Brasil, mas terá de convocar uma eleição indireta a ser realizada em 30 dias.

As eleições indiretas determina que o Congresso escolha o novo presidente e não a população, pois já passou da metade do mandato presidencial. Mas cabe ao congresso também aprovar uma proposta de emenda constitucional para permitir as eleições diretas.

Já se a chapa Dilma-Michel for cassada o governo Temer ficaria enfraquecido, o que pode influenciar os ministros do TSE no julgamento da ação contra a chapa que está sendo analisada sobre ilegalidades na campanha de 2014.

Caso o TSE determine a cassação da chapa, por descumprimento ao direito do voto, resultaria na convocação de novas eleições diretas sem que precise ser aprovada no Congresso.

Existem ainda duas formas de Temer perder o mandato. Se comprovado que o presidente mandou comprar o silêncio de Cunha, ele poderá ser cassado pelo STF, nesse caso seria necessário a autorização da câmara de deputados para que o senado abrisse o processo de impeachment de Temer.

 




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