Brasil
Publicada em 31/10/16 as 16:43h - 163 visualizações
Grande ABC expulsa PT e PSDB domina a região
Resultado das urnas coloca tucanos no poder e decreta o início do cinturão azul

Natan Silva


 (Foto: Divulgação)

Fundado em 10 de fevereiro de 1980, o Partido dos Trabalhadores teve sua estréia nas eleições municipais de 1982 e nesse mesmo ano elegeu seu primeiro prefeito. Gilson Menezes, se tornou prefeito de Diadema. Porém com, nesta eleição, não só Diadema, toda a região do Grande ABC rejeitou os candidatos petistas, ficando pela primeira vez em 24 anos sem nenhuma prefeitura na região.

O cinturão vermelho, era o nome que recebia a supremacia petista nas sete cidades. Santo André, sob o comando de Carlos Grana; São Bernardo do Campo, liderada pelo reeleito Luiz Marinho e Mauá, tendo Donisete Braga a sua frente. Dando ainda mais força ao grupo, a capital elegeu um de seus companheiro, Haddad. As eleições de 2014 trouxeram o PMDB como aliado a nível federal, e o grupo cresceu com Paulo Pinheiro em São Caetano do Sul e Paulo Benevides em Ribeirão Pires. O mais próximo de uma oposição era o Partido Verde de Diadema, representado por Lauro Michels e o PSDB de Rio Grande da Serra, com Gabriel Maranhão.

Diferente do resultado de 2012, as eleições de 2016 trouxe uma imensa derrota ao grupo. Lava Jato, Impeachment, investigações da Polícia Federal, Ministério Público, tudo parecia conspirar contra os petistas, mesmo que seus adversários fossem citados, a exposição não era mesma, um problema que o dinheiro público já não podia resolver, pois ele era a causa. Surgiu uma aversão ao PT e seus aliados.

Cinturão Azul. Foi o resultado das eleições. A antiga base governista, sob a bandeira vermelha, foi extinta, enquanto a oposição, reeleita. O PSDB conquistou quatro cidades: Santo André (com a derrota esmagadora do prefeito Carlos Grana no segundo turno), com Paulo Serra; São Bernardo do Campo (onde o sucessor de Marinho, Tarcisio Secoli, nem chegou ao segundo turno e seu apoio a Alex Manente teve efeito contrário), com Orlando Morando; São Caetano do Sul, que optou pelo retorno de José Auricchio a prefeitura e a reeleição da Maranhão em Rio Grande da Serra. Repetindo a dose do ano passado, São Paulo também deu a mesma resposta, e elegeu João Dória Jr., em apenas um turno. A surpresa ficou pelo PSB, que com Kiko em Ribeirão Pires (e o fracasso na votação de Paulo), e Atila Jacomussi em Mauá, conquistou duas prefeituras. Apesar da perda de popularidade, Michels se manteve na prefeitura de Diadema.

O massacre nas urnas se estendeu a nível federal. O PT perdeu 390 prefeituras (de 644 para 254), elegeu ainda menos vereadores e se viu prejudicado em seu berço. A única capital em seu poder é Rio Branco, no Acre, onde Marcus Alexandre foi reeleito. O PMDB, o partido colocou pela terceira vez um presidente não eleito diretamente no poder, manteve sua supremacia, se mantendo quase intacto aos efeitos da Lava Jato, ficando com 1.038 prefeituras (tendo 21 prefeituras a mais que na última eleição). O maior vencedor das eleições municipais foi o PSDB. Conquistaram 102 novas prefeituras (de 701 para 803), superando a queda que vinham apresentando nos últimos anos.




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