Brasil
Publicada em 15/03/16 as 18:08h - 138 visualizações
Com turbulência política Dólar tem maior alta diária em cinco meses e bolsa entra em queda

Da Redação


 (Foto: Divulgação)

A moeda norte-americana teve a maior alta em cinco meses. A bolsa de valores teve o maior recuo em 40 dias. O dólar comercial encerrou no dia 15/03, vendido a R$ 3,763, com alta de R$ 0,111 (3,02%). Essa foi a maior alta diária desde 13 de outubro do ano passado, quando a cotação tinha subido 3,58% (R$ 0,13).

Na bolsa de valores, o dia também foi de turbulência. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a sessão em baixa de 3,56%, aos 47.130 pontos. Essa foi a maior queda diária desde 2 de fevereiro, quando o indicador tinha caído 4,87%.

O dólar operou em alta durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 11h30, chegou a ser vendido a R$ 3,66, perto da estabilidade. Nas horas seguintes, no entanto, a cotação disparou, depois da divulgação do conteúdo da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS) e em meio a notícias não confirmadas de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou assumir um ministério. Delcídio pediu a desfiliação do PT.

A bolsa de valores operou em baixa durante todo o dia. No entanto, após a divulgação da delação premiada o Ibovespa ampliou a queda. As ações da Petrobras, as mais negociadas, tiveram forte recuo. Os papéis ordinários caíram de 6,6%, para R$ 8,91. Os papéis preferenciais despencaram de 10,68%, para R$ 6,61.

Além da instabilidade interna, o cenário internacional contribuiu para o desempenho do mercado financeiro. A queda do preço das commodities fez as principais bolsas de valores do mundo fechar em queda.

Por causa da desaceleração da economia chinesa, que em 2015 teve o menor crescimento em 25 anos, o preço das commodities tem caído significativamente nos últimos meses. Nas duas últimas semanas, as cotações internacionais de minérios e de produtos agrícolas chegaram a subir, mas os preços reverteram a trajetória e voltaram a recuar.

O desempenho da economia chinesa prejudica países exportadores de commodities, como o Brasil. Com menos dólares de exportações entrando no país, a cotação do dólar é pressionada para cima.




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