Brasil
Publicada em 18/12/15 as 13:22h - 178 visualizações
Microcefalia um perigo constante que assustas as mães Brasileiras

Rafael Madjarof


 (Foto: Divulgação)

Moradores de diversos estados brasileiros têm sofrido com um drama que tem aumentado constantemente aqui no Brasil, a microcefalia, a doença tem crescido de uma maneira assustadora no país. Para que se tenha uma noção, só nesse ano já foram registrados 2.401 casos de microcefalia em 20 estados brasileiros, a maioria na região nordeste.

Outro número que assusta é a explosão de casos de microcefalia no Brasil comparativamente ao número de casos que existiam. Entre 2000 e 2014, a média era de 150 bebês nascidos com má-formação cerebral por ano, só nesse ano o número de casos da doença aumentou 16 vezes.

A Microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. Ela é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm. Portanto, se espera que os bebês tenham pelo menos 34 cm. Mas preste atenção: isso só é valido para crianças nascidas a termo (com 9 meses de gravidez). No caso de prematuros, os valores mudam e dependem da idade gestacional em que ocorre o parto.

Na maior parte dos casos de Microcefalia são causados por infecções adquiridas pela mãe, especialmente no primeiro trimestre da gravidez, que é o período que o cérebro do bebê está sendo formado. As infecções mais frequentes são a toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus. Outros fatores que podem ser causadores da doença são abuso no consumo de álcool e drogas ilícitas durante a gestação e síndromes genéticas como a síndrome de down.

A doença pode ser identificada antes mesmo do nascimento da criança pelo exame de ultrassonografia, os médicos conseguem medir o crânio do feto e perceber se está menor do que o esperado.

A microcefalia, em 90% dos casos pode estar relacionada a um atraso no desenvolvimento neurológico, psíquico e/ou motor.  A doença também pode acarretar outras consequências que variam caso a caso, em alguns casos a inteligência da criança não é afetada. Déficit cognitivo, visual ou auditivo e epilepsia são alguns problemas que podem aparecer nas crianças com microcefalia. A cabeça da criança crescerá ao longo da infância, mas menos do que a média.

A doença ainda não tem um tratamento com medicamentos ou outros tratamentos específicos. Mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança com o acompanhamento por profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

Para se evitar a doença é necessário que se tenha um bom acompanhamento pré-natal pode ajudar a diminuir o risco. A gestante também deve sempre procurar o médico se sentir sintomas de infecção, como febre, além de evitar o abuso de álcool e drogas ilícitas.




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